domingo, 17 de junho de 2012

Canção desafinada

Inspiro essa letra suavemente derramada.
Transnpiro minha boca adocicada.
Tentando decifrar esse seu corpo.
Dividida pela morte de virver esse amor.

Volto ao início da história mal contada.
Recapitulando toda essência dessa paixão crua.
Você que meus olhos cegou.
Por fim, deixou essa letra derramada.

Eu bem sei que não me amas.
Somente há meu amor na mesa.
Um pouco de ti não me basta.
Não sou mulher de migalhas.

Toda luta de armar essa dor.
Escapar desse sofrimento que é tê-lo.
Mas sua fraqueza é convidativa.
Seu corpo ainda desejo decifrar.

Eu queria saber escrever sozinha.
Queria ri bem alto de tudo.
Mas minhas pernas são compridas.
Difícil é caminhar na noite fria.

Você bem que podia desmintir esse final.
Atrapalhar essa cena teatral.
Jogar rosas amarelas no palco.
Beijar minha mão como um verdadeiro cavalheiro.

Se não sou sua rainha, não poderás ser o rei.
Vou cantar essa canção desafinada.
Inspirarei a mais triste melodia,
Do alguém que amar não poderia...

Nunca, nunca poderia...

Amanda F.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Dias em mim



Um dia a gente encontra aquela metade que falta.
Um dia a gente se encontra e já não importa mais nada.
Um dia a gente chora.
Um dia a gente sorri.
Um dia a gente implora pela morte.
Um dia a gente quer mais é viver.
Muitos dias passam e como folhas amarelas secam.
Muitos dias passaram por mim,
Muitos dias fugiram das minhas mãos.
Um dia eu carrego minhas histórias.
Um dia eu me levo daqui.
Para um dia encontrar aquela metade.
Para um dia consumir esse desejo de sorrir.
Para que um dia eu possa contar essa histórias guardadas.
E finalmente viver esses dias.
Sem que eles escapem de mim.


Amanda F.

domingo, 10 de junho de 2012

Amadurecimento

Você nunca disse que seria assim.
Eu nunca pedi para mudar.
Mas a vida força a barra.
Tivemos que sacrificar.
Suportamos juntos ou longe muitas coisas.
Mas você nunca disse que seria perfeito.
Está sendo, mas do nosso jeito.
Nosso jeito de viver.
Nossa maneira de dizer eu te amo.
Você nunca desejou meu mal.
Eu sempre desejei seu bem.
Somos dois textos complementares.
Duas histórias contorcidas.
Nossas cores formam arco-íris.
Nosso amor semeia a vida.
Sei que fiquei calada,
Quando na verdade queria gritar com você.
Sei que ficou sozinho,
Quando precisava muito me vêr.
Ainda temos o que crescer.
Muitas linhas precisam ser preenchidas.
Você sempre disse que seria eterno.
Eu nunca duvidei do que me dizia.


Amanda F.

My story this time!

Ligo no último volume.
Dessa vez vai ser pra sempre.
Nada de musiquinha romântica.
Sem essa de lágrimas escorrendo.
Vou rebolar e gritar com o primeiro que aparecer.
Pichar no muro da sua casa palavras obscenas.
Pagar uma bebida bem forte.
Para que assim possa te esquecer.
Não vou me iludir procurando sua foto.
Aliás todas as cartas já foram pro lixo.
Não pertenço mais a essa vida pacata.
Onde você mandava no meu caminho.
Resolvi escrever com sangue minha história.
Está pingando aqui no meu colchão.
Dói de vez em quando meus dedos.
Mas meu peito já não dói não.


Amanda F.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Nem morta...

Sai de mim um desejo que não sei explicar.
Pois é ver-te que em mim acende uma brasa.
Seu hálito quente sussurra palavras escolhidas.
O que fiz para merecer tanto penar?
Você não foi e nunca será
Um homem perfeito, aquele que tanto sonhei em vida.
Se nas horas que mais preciso
Seu nome eu grito mas você não vem.
Então a chama se apaga e eu acordo sozinha de novo.
Chorando mais uma vez por tudo que você não fez.
Mas basta você voltar e me pegar desprevinida.
Que volta toda onda escondida desse fogo interno.
Novamente estou jogada em sua cama
Coberta por beijos que me fazem despir.
É só abrir sua boca e dizer palavras de amor.
Mesmo eu sabendo que nada sobre tal conheces bem.
Vou caminhando de olhos vendados para o precipício do coração.
Basta só mais um toque que definitivamente desabo em meio a liusão.
Dessa vez não haverá saída,
A luz está distante, e eu já me sinto invadida.
Sua mão escorregou em minha nuca
Minha morte é tão fria.
Exatamente como imaginei.
E como eu amo essa sensação!
Faleço em seus braços.
Se morrer significa possí-lo,
Morro quantas vezes for preciso.
Vai esvaindo lentamente minha essência.
Mas esse desejo que é vivo
Surge de repende, e novamente estou respirando.
Você trás pra mim outra dimensão do que é viver.
Morro, revivo e me mato.
Sendo assim faço do impossível
Um possível amor que quero despertar em você.


Amanda F.